uma fonte, duas bicas
«A informação é uma guerra, uma guerra entre modelos sociais. Entre os defensores de um mundo desigual, injusto, governado por depravados e autênticos terroristas que impõem a sangue e fogo um modelo económico que condena à morte milhares de pessoas em todo o mundo, e aqueles que decidem estar ao serviço dos grupos, movimentos, intelectuais e outros lutadores, que todos os dias arriscam a vida a defender outro modelo de mundo possível.» Pascual Serrano - José Daniel Fierro
REFORMAS E BAIXAS MÉDICAS EM PORTUGAL - escândalos!
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COMER E CALAR! - até quando?
Liberdade
(veja ao fundo um player)
Ai que prazernão cumprir um dever.Ter um livro para lere não o fazer!Ler é maçada,estudar é nada.O sol doira sem literatura.O rio corre bem ou mal,sem edição original.E a brisa, essa, de tão naturalmente matinalcomo tem tempo, não tem pressa...Livros são papéis pintados com tinta.Estudar é uma coisa em que está indistintaA distinção entre nada e coisa nenhuma.Quanto melhor é quando há bruma.Esperar por D. Sebastião,Quer venha ou não!Grande é a poesia, a bondade e as danças...Mas o melhor do mundo são as crianças,Flores, música, o luar, e o sol que pecaSó quando, em vez de criar, seca.E mais do que istoÉ Jesus Cristo,Que não sabia nada de finanças,Nem consta que tivesse biblioteca...Fernando Pessoa
Etiquetas: Fernando Pessoa - Liberdade - Den Beauvais
posted by zé lérias (?) @ 00:39 5 comments
Meu caríssimo Zé:Não concordo por inteiro com esta visão do poema por parte do major reformado.Não vejo aqui a derrota do poeta mas antes uma vitória da insubmissão, aceitando porém que nada conduz à liberdade do indivíduo (nem os livros, nem a poesia...) que não passe pelo seu próprio interior, ou seja, pelo reconhecimento de que só a aus~encia de dever pode conduzir à total libertação do Homem.Não creio, pois, que o poema seja um epitáfio intelectual do poeta, outrossim um afirmar bem lúcido de que a racionalidade o não largou até ao fim.Um abraço.
..." Tímido, misantropo e misógino, critica tudo com acidez destrutiva, começando por si próprio e acabando na Igreja e no Estado, com opiniões que vão desde as de um adolescente revoltado às de um adulto mais maduro que o habitual." ...António
"Não o prazer, não a glória, não o poder: a liberdade, unicamente a liberdade."Um beijo
Houve um filosófo que disse algures " demora tempo a chegar ao simples". Nós só valorizamos as coisas simples da vida, depois de passarmos pelas mais complicadas!Com o correr dos anos a nossa sensiblidade apura-se e vemos as coisas de uma forma diferente. Se ele fosse um camponês, lamentaria sempre a sua existência medíocre, porque não sabia o bem que tinha. Trabalhar ao sol, sentir o vento e o cheiro da terra...esqueci-me dos calos das mãos....ehehe! Todos os poetas sofrem crises existenciais e são pessoas conflituosas. Apesar de adorar Fernado Pessoa, acredito que ele ma-se mais as próprias palavras que alguém própriamente! Eles gostam de sofrer, porque é desse sofrimento que lhe vem a criação...sem esquecer o absinto!cumprimentos susana
Gosto dos insubmissos. Logo gosto do poema. Porém Alberto Caeiro e Álvaro Campos são, para mim, o melhor de Fernando Pessoa.Um abraço
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Pela consideração que nos merecem os blogues que nos mencionaram, aqui fica o registo, com os agradecimentos da gerência ;)
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Meu caríssimo Zé:
Não concordo por inteiro com esta visão do poema por parte do major reformado.
Não vejo aqui a derrota do poeta mas antes uma vitória da insubmissão, aceitando porém que nada conduz à liberdade do indivíduo (nem os livros, nem a poesia...) que não passe pelo seu próprio interior, ou seja, pelo reconhecimento de que só a aus~encia de dever pode conduzir à total libertação do Homem.
Não creio, pois, que o poema seja um epitáfio intelectual do poeta, outrossim um afirmar bem lúcido de que a racionalidade o não largou até ao fim.
Um abraço.
..." Tímido, misantropo e misógino, critica tudo com acidez destrutiva, começando por si próprio e acabando na Igreja e no Estado, com opiniões que vão desde as de um adolescente revoltado às de um adulto mais maduro que o habitual." ...
António
"Não o prazer, não a glória, não o poder: a liberdade, unicamente a liberdade."
Um beijo
Houve um filosófo que disse algures " demora tempo a chegar ao simples". Nós só valorizamos as coisas simples da vida, depois de passarmos pelas mais complicadas!Com o correr dos anos a nossa sensiblidade apura-se e vemos as coisas de uma forma diferente. Se ele fosse um camponês, lamentaria sempre a sua existência medíocre, porque não sabia o bem que tinha. Trabalhar ao sol, sentir o vento e o cheiro da terra...esqueci-me dos calos das mãos....ehehe!
Todos os poetas sofrem crises existenciais e são pessoas conflituosas. Apesar de adorar Fernado Pessoa, acredito que ele ma-se mais as próprias palavras que alguém própriamente! Eles gostam de sofrer, porque é desse sofrimento que lhe vem a criação...sem esquecer o absinto!
cumprimentos susana
Gosto dos insubmissos. Logo gosto do poema. Porém Alberto Caeiro e Álvaro Campos são, para mim, o melhor de Fernando Pessoa.
Um abraço
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