«A informação é uma guerra, uma guerra entre modelos sociais. Entre os defensores de um mundo desigual, injusto, governado por depravados e autênticos terroristas que impõem a sangue e fogo um modelo económico que condena à morte milhares de pessoas em todo o mundo, e aqueles que decidem estar ao serviço dos grupos, movimentos, intelectuais e outros lutadores, que todos os dias arriscam a vida a defender outro modelo de mundo possível.»
Pascual Serrano - José Daniel Fierro

REFORMAS E BAIXAS MÉDICAS EM PORTUGAL - escândalos!

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COMER E CALAR! - até quando?


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quarta-feira, maio 06, 2009

Vital Moreira no 1º de Maio da CGTP


SE NÃO ABRIR CLIQUE AQUI.


Cá para mim, esta experiência não irá sair tão bem como a da Marinha Grande, com Mário Soares, em 14.01.1986.
Mário Soares foi de certa forma apanhado de surpresa. Vital Moreira não.
Nesta recente experiência o actor tem em seu desfavor o facto de se ter desvinculado do PCP depois de muitos anos de luta ao lado dos interesses dos trabalhadores ligados à CGTP e não só. Em tempo de crise ele devia ter-se resguardado. Não devia ter ido ao Martim Moniz "provocar" esses mesmos trabalhadores, em homenagem ao seu passado.
Se quer, eventualmente, continuar a defender as mordomias que no PCP deviam ser escassas, é um problema seu. O que não devia é ter-se “posto a jeito” apenas para alcançar mais uns votos nas europeias.
A população mais informada e progressista saberá certamente avaliar.

Na outra experiência mais antiga (que Vital Moreira quis decalcar?), os resultados foram a vitória na segunda volta das presidenciais, para Mário Soares. A vitimização funcionou (obtendo até a vitória com votos do PCP - lembram-se daquela de "engolir sapos"?) por ter havido uma agressão a Mário Soares alegadamente perpetrada por elementos comunistas (leia-se filiados no PCP), não obstante o único agressor ser um então conhecido militante do PRP/BR - com o aplauso de alguns poucos elementos afectos a correntes politicas da esquerda, - o que certa imprensa falada e escrita faz por esquecer (VER: "Mário Soares agredido na Marinha Grande versão 2", em baixo). A talho de foice: ouça-se com atenção o vídeo acima que mais parece ter sido produzido no Largo do Rato. "O algodão não engana:" atente-se no gozo que se adivinha nas palavras debitadas pela locutora de serviço.Vídeo este onde, entre outras coisas, se ouve esta "inocente" e "oportuna" afirmação de V.M. :“Já assisti a coisas destas há muitos anos atrás na Marinha Grande”). Seria caso para lhe perguntar de que lado se encontrava e em que orgão da comunicação social demonstrou então o seu desagrado.

PS:- Voz da locutora: "...Vital Moreira foi de facto agredido com pontapés, murros e encontrões..."
- Pergunta: Se a televisão fez questão em gravar as imagens e sons dos insultos, porque não mostra aqui as imagens das nódoas negras e sangue derramado do político, provocadas pelos pontapés, murros e encontrões, que sempre resultaria melhor?...




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Ácerca de "linchamentos". Ver AQUI
e ainda:

Mário Soares Agredido Marinha Grande versão 2:
In "Correio da Manhã" de 12.12.2005:

"...As agressões em plena acção de campanha já não são novidade para Mário Soares. A primeira teve lugar a 14 de Janeiro de 1986, quando este disputava a segunda volta com Freitas do Amaral.
O ex-Presidente da República passeava pelas ruas da Marinha Grande, então um bastião do PCP, quando foi surpreendido por um indivíduo que o insultou e agrediu com uma chapada na cara.
Apesar do incidente, Mário Soares não desistiu e continuou a visita, tendo ganho as eleições um mês mais tarde. "

Nota do bloguer: o sublinhado a vermelho mostra a subtileza que leva qualquer incauto a conclusões "óbvias").









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6 Comments:

At sábado, maio 09, 2009 1:01:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

In o "O Público" de 2 do corrente:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1378139&idCanal=12

(...)
"André Freire, politólogo, descarta também a ligação ao episódio da violência contra Soares e desdramatiza o que aconteceu com Vital Moreira.

Apesar de lamentar este tipo de actos, Freire entende que a escolha de Vital para chefiar a delegação do PS no 1.º de Maio “cheira a oportunismo” e tem contornos de “sessão de campanha”.

“O Governo convive mal com os sindicatos, critica a CGTP, e Vital Moreira tem secundado o Governo nestas críticas. É estranho que o PS tenha enviado um candidato altamente colado ao Governo para uma manifestação da CGTP, como se fosse um agent provocateur”, diz, lembrando ainda que, até Novembro de 2007, o Executivo socialista instaurou processos crime contra mais de duas dezenas de dirigentes da Intersindical."
José Antunes

 
At sábado, maio 09, 2009 1:21:00 da manhã, Blogger vesperina said...

Este comentário foi removido pelo autor.

 
At sábado, maio 09, 2009 1:22:00 da manhã, OpenID perneta said...

Ver este Link:
http://jpn.icicom.up.pt/2009/06/07/politica_jotas
_condenam_agressao_mas_denunciam_
vitimizacao_de_vital_moreira.html

...António Carmona (JSD) discorda, ao afirmar que não se deve associar a agressão a Vital Moreira ao Partido Comunista. "Primeiro, é colar o sindicalismo ao Partido Comunista. Não há uma ligação umbilical entre um partido e uma acção sindical. Há tendência para generalizar, mas isso não deve ser feito. Também é um erro de Vital Moreira", critica o dirigente social-democrata.

 
At sábado, maio 09, 2009 1:31:00 da manhã, Blogger vesperina said...

A escolha de Vital para chefiar a delegação do PS no 1.º de Maio “cheira a oportunismo” e tem contornos de “sessão de campanha”.

VERDADE.. VERDADINHA....


“cheira a oportunismo” e tem contornos de “sessão de campanha..
Cheira mesmo...A oportunismo.. A imagem que tenho deste senhor..Foi esta!.. vendedor daqueles que aparecem nas feira de ano na venda de cobertores..
FESTA DO AVANTE...3ª ou na 4ª realizada.

 
At sábado, maio 09, 2009 11:27:00 da tarde, Anonymous Carlos Marques said...

daqui:
http://www.semanario.pt/noticia.php?ID=4792

"...Também foi assim na Marinha Grande, onde Soares se foi meter, já sabendo mais ou menos o que podia acontecer. Voltou a ser assim, finalmente, com Vital Moreira no Martim Moniz. A escola é a mesma. O que é espantoso é Vital Moreira vangloriar-se no Martim Moniz de que "já tinha a sua Marinha Grande", numa alusão que só pode ter subjacente os efeitos vantajosos da Marinha Grande em Mário Soares, quando, em Janeiro de 1986, Vital ainda estava longe de abandonar o PCP, o que só fez, imagine-se, em Julho de 1990, quase um ano depois da queda do Muro de Berlim. O irónico disto tudo, e que demonstra a pouca coerência e credibilidade de Vital, é que quando Soares estava a dizer que a Marinha Grande não era de Moscovo, dizia também, por raciocínio lógico, que não era do dirigente comunista Vital Moreira, que pode muito ter chorado a morte de Brejnev, Andropov e Tchernenko. O que é espantoso é que enquanto (M.Soares)levava uma coça na Marinha Grande, Vital Moreira estava a apoiar o candidato presidencial operário Ângelo de Sousa, a lebre lançada pelos comunistas para desistir à boca das urnas e apoiar Salgado Zenha. É por causa destas contradições, que chocam com imperativos éticos na política, valores que Vital Moreira tanto gosta de apregoar formalmente, ainda para mais como presidente do centenário para a República, que muitos portugueses perdem o respeito aos políticos e acabam por acontecer coisas como as do Martim Moniz.

 
At domingo, maio 10, 2009 12:24:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

http://economico.sapo.pt/noticias/campanha_9690.html


É de todo intolerável que o dr. Vital Moreira tenha sido molestado na manifestação do 1º de Maio da CGTP.

Mesmo não tendo chegado às vias de facto dos "murros e pontapés" apregoados pelas televisões, os acontecimentos são absolutamente condenáveis. Tão condenável, por exemplo, como a arruaça de manifestantes contra o velho tarrafalista Edmundo Pedro, nas celebrações do 25 de Abril de 2007, em Lisboa. Só que dessa vez o PS não promoveu conferência de imprensa nem reclamou pedidos de desculpas. Edmundo Pedro, apesar do seu extraordinário passado de resistência e rebeldia não é benquisto pelo aparelho do partido e, acima de tudo, não era cabeça-de-lista às eleições para o Parlamento Europeu.

 

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