«A informação é uma guerra, uma guerra entre modelos sociais. Entre os defensores de um mundo desigual, injusto, governado por depravados e autênticos terroristas que impõem a sangue e fogo um modelo económico que condena à morte milhares de pessoas em todo o mundo, e aqueles que decidem estar ao serviço dos grupos, movimentos, intelectuais e outros lutadores, que todos os dias arriscam a vida a defender outro modelo de mundo possível.»
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segunda-feira, junho 25, 2007

Tudo sobre incerteza - Quântica



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2 Comments:

At terça-feira, junho 26, 2007 12:48:00 da manhã, Anonymous Ludwig Krippahl said...

A ontologia do brócolo e a incerteza quântica.

Molhos de brócolos, todos conhecem. Mas o que é um bróculo? O nome vem do latim para braço, mas não parece que cada raminho seja um bróculo, mesmo os mais pequenos. Algures entre o talo mais grosso e a bolinha na ponta o nosso cérebro exige que um pedaço mais ou menos do tamanho de uma dentada seja um brócolo. Mas não conseguimos dizer exactamente onde nem porquê.

Para os brócolos tanto faz. A ramificação dos caules é consequência da necessidade de alimentar todas as partes da planta, e não da nossa necessidade psicológica de classificar tudo em categorias distintas. Alguns até são fractais, como a variedade Romanesco (imagem na wikipedia).

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Esta necessidade dificulta a compreensão da mecânica quântica. Um exemplo é o princípio de incerteza, que muitas vezes é explicado desta forma: Se queremos saber onde está um electrão, temos que o iluminar com um fotão. Quanto menor o comprimento de onda do fotão maior a precisão com que sabemos a posição do electrão, mas maior a energia do fotão e, por isso, maior o piparote que damos ao electrão. Logo quanto maior a precisão com que sabemos a posição menor a precisão com que sabemos a velocidade por causa do piparote que lhe damos (estritamente, é o momento e não a velocidade, mas isto já está confuso que chegue). Isto dá a ideia que o problema é do processo de medição, e que a velocidade e a posição são coisas independentes. Separa um brócolo do outro, e por isso é uma explicação atraente. Mas é falsa.

O electrão não tem um valor para a posição e outro para a velocidade. A melhor descrição do electrão é uma função de distribuição em que as duas variáveis fazem parte do mesmo molho de brócolos. Se alteramos a distribuição de forma a concentrar uma delas numa gama mais estreita, necessariamente alargamos a distribuição de valores da outra.

Isto é relevante para quem crê num criador para o universo. Já não é popular a ideia de um deus que está constantemente a mexer em tudo, de um universo movido a milagres. Já compreendemos muito e não precisamos de deuses para explicar nada. Mas mesmo assim muitos acreditam num deus relojoeiro. Criou o universo, deu corda, e a partir daí seguiu-se tudo de acordo com o plano. A incerteza quântica como um problema de medição não lhes dá problemas. Dirão que o se deus não precisa do fotão para encontrar o electrão; sabe exactamente onde ele está e para onde vai.

Mas a incerteza quântica é um aspecto fundamental da realidade. Nem um deus pode saber exactamente a velocidade e posição das partículas deste universo, tal como não pode saber exactamente onde começa cada brócolo. A própria pergunta não faz sentido. Por isso é impossível manipular a origem do universo para determinar exactamente o que vai acontecer. Se o criador tem um plano, o mais certo é estar a correr mal. Neste momento deve estar prestes a limpar o universo e começar de novo, a ver se consegue que os dinossáurios vinguem ou que os trilobitas se tornem inteligentes.

Por Ludwig Krippahl

 
At quarta-feira, junho 27, 2007 6:38:00 da tarde, Blogger LLUVIA said...

Hola amigo ZÉ-LÉRIAS!
Me ha alegrado tu visita a mi espacio.
Mas adelante volveré, ahora no tengo tiempo, pero algún dia me paso por los blogs y os leo un ratito..

Deseo tengas un feliz verano.
Un grande, grande abraço, amigo!

 

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